quinta-feira, 8 de abril de 2010

Começa um novo dia


O sol entra pela janela do quarto e ofusca-me. No início não consigo perceber o que está o acontecer, e ainda meio a dormir assusto-me com ilusões que me sobem á cabeça. Viro-me rapidamente, e percebo que é apenas aquela fonte de luz que todos adoravamos ter sempre por perto. E assim começa bem um novo dia. É altura de guardar numa caixinha as recordações do dia anterior, tanto as boas como as más, e aventurarmo-nos novamente numa perseguição de sentimentos, emoções e afectos, onde encontraremos verdadeiros motivos de felicidade, mas também desilusões.. O começo deste novo dia dá-nos uma nova oportunidade, uma nova vida, oportunidade que eu sei que, mais uma vez, não a vou saber aproveitar. Mas isto acontece com todos. Esperámos sempre pelo amanhã para remedear as coisas, e "quando chegamos ao amanhã", sentimo-nos impotentes e com todo o tempo do Mundo para resolver o que devia ser resolvido, por isso atiramos as nossas obrigações novamente para o amanhã. É altura de agarrarmos as oportunidades, de lutar com todas as forças pela nossa felicidade, de perdoar e fazer com que sejamos perdoados. É altura de, de uma vez por todas, nos dedicarmos á causa pela qual vivemos, que é para amar. Afinal de contas, a vida dura dois dias, e um deles já passou.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dor que Consome

Hoje acordei e senti as pernas a tremer. Senti-me assustada e com náuseas, e o mundo pareceu desabar sobre mim. Olhei o céu e pareceu-me escuro e sem vida. Aliás, não só o céu, mas tudo o que me rodeava, como se a forma como eu acordara tivesse influenciado o Mundo. Olho á minha volta, e vejo pessoas a chorar e a berrar. Olho á minha volta e vejo que tudo o que é lindo e a que deviamos dar valor está a desaparecer. Vejo pessoas que desprezam tudo o que devia ser respeitado, tal como aqueles sentimentos de solidariedade que nos são introduzidos desde crianças, e dão importância ás coisas fúteis da vida. Brigam por umas calças de marca, agridem-se por puro orgulho ou egoísmo, por coisas estúpidas, em vez de dedicarem o seu tempo a ajudar aqueles que precisam de ser ajudados. Estámos tão preocupados com a roupa que vamos usar na festa do ano ou em fazer dietas que nos vão levantar o ego, enquanto deviamos preocupar-nos com pessoas que não têm o que comer e o que vestir, mas que apesar disso mostram sempre um sorriso na cara. Essas pessoas que ajudam porque parece bem ou simplesmente porque se querem livrar da tralha que têm guardada lá em casa enojam-me! VOCÊS METEM-ME NOJO. Mas não censuro ninguém. Infelizmente esta é a sociedade fútil, interesseira e egoísta em que vivemos. Vievemos num Mundo onde o rico sobrevive e o pobre morre, onde o forte vence e o fraco perde. Sempre foi assim. Apesar disto, tenho a certeza que quem aproveita a vida ao máximo e é feliz, é o mais fraco ou o pobre, pois este vê a vida e as coisas doutra forma, e sente o que se deve sentir, diz sem medo o que deve dizer. Gente negra, desfavorecida, crianças que são gozadas por as outras pessoas as acharem inferiores, pessoas que são injustiçadas, este texto é para vós! Orgulhem-se do que são! Se são negros, orgulhem-se da vossa raça (pois afinal de contas muitos brancos passam horas a torrar na praia para ter um pouco da vossa cor), pessoas mais desfavorecidas economicamente, não tenham vergonha de o ser, pois enquanto assim forem não correm o risco de ser currompidas com o dinheiro sujo que circula no mundo. Ninguém é melhor ou pior, somos sim diferentes. E o que nos diferencia não é a nossa carteira, a nossa cor ou a nossa aparência, mas sim aquilo que guardamos dentro de nós, bem juntinho ao nosso coração.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O monstro dos olhos verdes

Fugi. Fugi sem olhar para traz, e sem me aperceber do perigo que me perseguia. Fugi. As forças começaram a falhar e as pernas a abrandar. O meu coração começou a acelerar e o meu corpo a tremer, e sem mais resistir deixei-me apanhar. ERA O MONSTRO DOS OLHOS VERDES.
Desde aí os meus dias são sombrios e choro, choro desesperadamente. Só queria dele me conseguir libertar, só queria não me deixar domar por ele. Agora é ele quem toma as minhas decisões, é ele quem me torna nesta pessoa horrível que eu odeio ser. O MONSTRO DOS OLHOS VERDES. Por vezes sinto-me a pessoa mais infeliz e mais solitária no mundo, apesar de saber que estou rodeada de pessoas que me amam, as quais estou a perder aos poucos, por causa deste monstro que me mantém viva, mas não me deixa viver. Aos poucos e poucos ele vai apoderando-se totalmente de mim, e afasta-me da pessoa que eu mais amo neste mundo. É inevitável. É algo que não consigo controlar. É algo que eu sei que vai acabar comigo lenta e dolorosamente. Sinto que o meu coração vai apodrecendo e que já nem para chorar tenho forças, como se tivesse esgotado todas as minhas lágrimas. Suplico que alguém me ajude, que alguém me liberte e me dê vida novamente. Através de mim, este monstro está a magoar a pessoa por quem eu mais me importo, a pessoa por quem eu daria a minha vida. Desculpa-me.
O MONSTRO DOS OLHOS VERDES, O CIÚME, ESTÁ A MATAR-ME AOS POUCOS E POUCOS.